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	<title>Temas</title>
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	<description>Redações.</description>
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		<title>A culpa e o catolicismo.</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Jun 2010 01:03:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tema: A relação entre celibato e pedofilia.
Hoje, é comum atacar a igreja católica por vários motivos, sendo que um dos principais e mais chocante é a proteção que seria dada aos membros do clero que incorrem no crime da pedofilia. Procura-se saber a razão pela qual alguns desses membros cometem ato tão vil, e na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Tema: A relação entre celibato e pedofilia.</em></p>
<p>Hoje, é comum atacar a igreja católica por vários motivos, sendo que um dos principais e mais chocante é a proteção que seria dada aos membros do clero que incorrem no crime da pedofilia. Procura-se saber a razão pela qual alguns desses membros cometem ato tão vil, e na maioria dos casos, repetidas vezes até que sejam descobertos pelas autoridades competentes. Um assunto tão delicado causa revolta rapidamente e faz com que surjam conclusões precipitadas vindas de todas as partes. E, dentre as várias exigências para aqueles que fazem parte do clero, o celibato parece ser um dos pontos que mais &#8220;motivaria&#8221; a prática da pedofilia.</p>
<p>Aqueles que afirmam que sem o celibato a pedofilia praticada por qualquer um na hierarquia católica desapareceria possuem uma visão extremamente falaciosa da realidade. Ao culpar o celibato por esse tipo específico de distorção sexual, assume-se que apenas celibatários podem ser pedófilos; pois, se o celibato é o principal problema, todos aqueles que não o praticassem seguramente não seriam pedófilos. Isso, como se sabe, não é verdade.</p>
<p>Culpar o celibato também dá a entender que o número de pessoas no clero que cometem o crime da pedofilia é extremamente elevado. Porém, após as várias revelações e especulações acerca do assunto nos últimos anos, a porcentagem de padres, bispos, etc. que foram acusados ou suspeitos de pedofilia é mínima. Se o celibato apenas fosse responsável por uma mudança comportamental do tipo, deveria-se esperar uma quantidade muito maior de criminosos.</p>
<p>Talvez, um indivíduo que seja possuidor de certo desvio sexual possa tentar reprimir sua perversão através de uma vida religiosa e celibatária. Talvez seja possível que a contínua repressão de seu problema apenas contribua com seu agravo, e não com uma solução, mas não é seguro tratar hipóteses tão subjetivas como regras gerais, e nem afirmar que o celibato levará à pedofilia.</p>
<p>É interessante notar que o celibato não existe apenas na religião católica. A abstenção de qualquer prazer terreno ou carnal é incentivada em outras crenças, como em correntes do budismo e do hinduísmo. A verdade é que predadores sexuais podem ser encontrados em qualquer lugar, classe social ou profissão, ainda que pareçam preferir atividades  que permitam o contato aproximado com crianças.</p>
<p>A solução para diminuir a ocorrência de abusos contra menores não deve se concentrar em desculpas vazias de soluções que muitas vezes têm pouca ou nenhuma relação com o problema, como a exclusão do voto de castidade do catolicismo, a expulsão de homossexuais de cargos eclesiásticos ou excomunhão de infratores; mas sim, em convencer instituições e indivíduos a jamais acobertá-los não importa quem sejam, agindo de maneira conjunta com as autoridades responsáveis pela proteção de menores, e não contra elas.</p>
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		<title>Direito ou dever</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 17:48:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argumentativa]]></category>
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		<description><![CDATA[Tema: A obrigatoriedade do voto no Brasil.
O Brasil viveu sob regime de ditadura militar de 1964 a 1985. Esse período foi marcado pela censura e perseguição política àqueles que eram contra o regime. Não havia direito a voto popular; o Brasil da época não se tratava de Estado democrático de direito, mas sim, de Estado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Tema: A obrigatoriedade do voto no Brasil.</em></p>
<p>O Brasil viveu sob regime de ditadura militar de 1964 a 1985. Esse período foi marcado pela censura e perseguição política àqueles que eram contra o regime. Não havia direito a voto popular; o Brasil da época não se tratava de Estado democrático de direito, mas sim, de Estado de polícia. Após a queda da ditadura, uma nova Constituição Federal em 1988 instituiu o voto obrigatório para todos os cidadãos no país. Por sua obrigatoriedade, apesar de ser comumente tratado como um direito, o voto no Brasil é, no presente, uma obrigação civil. Porém, segundo <a title="Voto obrigatório divide o país, aponta Datafolha" href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/742650-voto-obrigatorio-divide-o-pais-aponta-datafolha.shtml" target="_blank">pesquisa recente do Instituto Datafolha</a>, 48% da população apóia o voto facultativo.</p>
<p>Aqueles que defendem o caráter obrigatório apontam a necessidade de criar maior interesse político em uma população que  vota com regularidade há menos de três décadas, e também a suposta exclusão social que o voto facultativo traria. Isso também seria ilustrado pela pesquisa do Instituto Datafolha: a pesquisa conclui que, entre as classes mais ricas do país, 62% votariam caso o voto fosse facultativo. Esse número cai para 52% entre as camadas mais pobres da população. A pesquisa também mostra que, com a adoção do voto facultativo, o número de pessoas a votar cairia, pela pouca tradição democrática no Brasil &#8211; porém, o número de votos para que os resultados de uma eleição fossem considerados válidos continuaria sendo suficiente. Há mesmo quem diga que o próprio sistema democrático brasileiro poderia estar em risco sem a obrigatoriedade do voto, o que é, claramente, um exagero.</p>
<p>Não se discute que votar faz parte do exercício da cidadania. Porém, em uma democracia, em que os direitos humanos e a liberdade individual devem ser prezados acima de todas as coisas, a escolha dos líderes nacionais deve ser, sim, um direito, e não um dever. Os eleitores devem ter o direito de escolher, primeiramente, se querem votar, e depois, em quem votar, sem que sofram nenhum tipo de sanção por isso.</p>
<p>Hoje, não se discute que grande parte da nação não dá a devida atenção à política, mas o voto obrigatório por si só não será capaz de mudar esse cenário de modo automático. Muitos dos eleitores de hoje sequer procuram saber quais as principais propostas de seus candidatos, guiando-se pela empatia que sentem por um ou por outro. Há os que votam apenas pela força da lei, escolhendo candidatos de maneira quase cega, com pouca ou nenhuma informação sobre seus planos políticos ou caráter.</p>
<p>Aqueles que não vêem as eleições como algo importante não deveriam ser obrigados a tomar uma decisão sobre a qual não se interessam e que potencialmente poderá afetar a todos. Votos como esses não podem ser considerados benéficos para o país ou para a democracia, pois as intenções de seus respectivos eleitores são estéreis. Pode-se concluir que o simples ato de votar não é, por si só, exercer a cidadania de modo completo. É preciso mais que isso, mas o voto como dever não fará com que nada mais aconteça, por se preocupar somente com o exercício do voto, e não com as responsabilidades que advém de uma escolha como essa.</p>
<blockquote><p>Não gostei muito da conclusão, mas essa é outra redação que já estava ficando grande demais&#8230;</p></blockquote>
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		<title>Crime e liberdade.</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jun 2010 22:08:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tema: descriminalização da maconha no Brasil.
A maconha é uma das drogas mais populares para uso recreativo e medicinal no mundo (considerando &#8220;droga&#8221; como toda substância capaz de gerar alterações no funcionamento do organismo). Muito se diz contra a descriminalização da maconha, atentando especialmente para os danos à saúde individual causados pela mesma. Porém, é curioso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Tema: descriminalização da maconha no Brasil.</em></p>
<p>A maconha é uma das drogas mais populares para uso recreativo e medicinal no mundo (considerando &#8220;droga&#8221; como toda substância capaz de gerar alterações no funcionamento do organismo). Muito se diz contra a descriminalização da maconha, atentando especialmente para os danos à saúde individual causados pela mesma. Porém, é curioso notar que, enquanto essa droga é proibida, o consumo de outras, viciantes e nocivas em menor ou maior grau, como o álcool, o tabaco, o açúcar refinado e a cafeína, etc., é permitido pela legislação brasileira.<br />
Não são totalmente claras ou justificáveis as razões que levaram a maconha a ser proibida na maior parte do Ocidente. A erva é usada há milênios na medicina, na produção de cânhamo e na culinária. Porém, no século XX, a repressão à liberdade do consumo da droga aumentou significativamente.</p>
<p>Hoje, o Brasil é um dos países que sofre com a influência do tráfico de drogas em diversas comunidades, influência que é alimentada pela proibição. Além disso, a crença popular de que a maconha seria porta de entrada para outras drogas é falsa, segundo estudo feita pela Associação Americana de Medicina: cerca de 10% dos usuários de maconha passam a consumir drogas consideradas mais pesadas, e concluiu-se que isso ocorre pelo contato freqüente com os traficantes que as comerciam.</p>
<p>De qualquer modo, o uso recreativo da maconha é de âmbito pessoal, e não público. Há remédios no mercado com efeitos colaterais mais nocivos que os da maconha, como por exemplo, os remédios contra a hiperatividade, e ainda assim, não são proibidos. Toda pessoa é livre para ferir a si mesma, se assim desejar, desde que não se trate de suicídio; a liberdade para que façamos nossas próprias escolhas é assegurada pela Constituição Federal vigente, nossa lei soberana, em seu artigo 5º, inciso II: &#8220;II &#8211; ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei&#8221;, sendo que leis inferiores que limitam a liberdade sempre podem ser discutidas.</p>
<p>É verdade que, em seu art. 6º, a mesma Constituição dispõe: &#8220;São direitos sociais a educação, <strong>a saúde</strong>, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.&#8221; Porém, devemos nos ater ao fato de que, em uma democracia, a liberdade de se agir conforme bem se entenda é a regra, e não a exceção. A interferência do Estado nos assuntos pessoais dos cidadãos, ainda que para assegurar seu bem-estar indo contra a liberdade de escolha, deve ser mínima. Se contrário fosse, o Estado deveria proibir não só o consumo da maconha e de outras drogas específicas, mas também, de bebidas alcoólicas, do tabaco, de frituras e gorduras em demasia, de alimentos refinados, de pesticidas nos alimentos, etc.; e deveria, também, proibir hábitos pessoais potencialmente nocivos, a fim de  assegurar a saúde e a segurança dos cidadãos, como o sedentarismo, o sexo sem proteção, etc.</p>
<p>Porém, não o faz, por entender que a liberdade deve predominar. A única razão pela qual o consumo de maconha pode se tornar prejudicial para outros, hoje, é por sustentar o tráfico de drogas; descriminalizando a prática (sob certas condições, como qualquer outra droga), cessa o lucro que antes iria para organizações ilegais.</p>
<p>A descriminalização do consumo da maconha é barrada, principalmente, pelos preconceitos infundados da nossa sociedade e pelo costume. A proibição desse consumo é uma afronta às liberdades individuais asseguradas pela Constituição brasileira, e deve ser melhor discutida nos dias de hoje.</p>
<blockquote><p>A redação ficou grande demais, mas tem tantas coisas pra se falar sobre esse assunto&#8230; Cortei várias partes, álias&#8230;</p>
<p>Se alguém tiver curiosidade em saber, tanto a proibição da maconha quanto sua descriminalização podem ser defendidas com a Constituição &#8211; tudo depende do embasamento que se dá. Ou seja, se somente pegarmos a Constituição, não há resposta certa para essa questão.</p>
<p>É verdade que a liberdade é assegurada  pela Constituição em vários pontos, mas ao mesmo tempo, é limitada em vários outros pontos. Pessoalmente, não sou totalmente contrária nem totalmente favorável à proibição da maconha, mas escolhi defender um ponto de vista mais radical dessa vez&#8230;</p></blockquote>
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		<title>A democracia e a imprensa.</title>
		<link>http://temas.letargia.blog.br/2010/05/a-democracia-e-a-imprensa/</link>
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		<pubDate>Sun, 02 May 2010 01:50:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tema: A imprensa deve ser totalmente livre? Concursos Públicos Online.
É fato que a liberdade de imprensa deve ser respeitada em um Estado Democrático de Direito, o que não quer dizer que a imprensa (especialmente a grande mídia) deva receber anuência para agir como quiser sem maiores conseqüências. A imprensa não é incapaz de apresentar comportamentos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Tema: A imprensa deve ser totalmente livre? Concursos Públicos Online.</em></p>
<p>É fato que a liberdade de imprensa deve ser respeitada em um Estado Democrático de Direito, o que não quer dizer que a imprensa (especialmente a grande mídia) deva receber anuência para agir como quiser sem maiores conseqüências. A imprensa não é incapaz de apresentar comportamentos anti-éticos ou qüestionáveis, e portanto, é preciso que haja leis para regulá-la. Não se fala de apoio à censura, mas sim, de dotar a imprensa não só de direitos, mas também de obrigações para com aqueles que influencia e a quem se dirige.  É preciso que haja  limitações em sua liberdade, para que seus agentes se comportem de modo ético.</p>
<p>Sem esse controle, não poderíamos falar no direito de resposta daqueles que discordam de determinada afirmação ou se sentem prejudicados pela imprensa. Não haveria exigência da validade das informações veiculadas, ou de sua retratação, quando incorretas. Não haveria necessidade de sempre ouvir a outra parte, quando houver. Ou seja, é preciso que existam dispositivos legais  que protejam, principalmente, o cidadão comum de eventuais abusos. Se a mídia deseja mesmo ser vista como um quarto Poder em nosso Estado, não pode ter apenas privilégios: suas atividades deverão ser reguladas por diversas leis, como ocorre com os Poderes Legislativo, Judiciário e Executivo.</p>
<p>No Brasil, a ditadura militar durou mais de vinte anos; em Cuba, a ditadura já passa dos cinqüenta anos; na Venezuela, o presidente Hugo Chávez parece remover, pouco a pouco, os obstáculos que impedem sua perpetuação como presidente. Há outros exemplos que tornam possível constatar que a instabilidade da democracia na América Latina.</p>
<p>É muito comum vermos medidas que procuram cercear a liberdade individual e também limitar as notícias publicadas nas diversas mídias de uma sociedade. Isso acontece pelo fato de que a força que essas mídias possuem na contínua luta contra o autoritarismo é inegável. A  liberdade de imprensa sempre será fundamental para a democracia, mas para que essa mesma democracia seja eficiente, deve exigir, até certo ponto, restrições à liberdade de todos os que nela habitam, incluindo a imprensa.</p>
<blockquote><p>Não sei se gosto dessa redação, porque ficou repetitiva e as idéias principais que eu quis passar não parecem se conectar muito bem.<br />
Odeio dar títulos à qualquer coisa, mas achei o dessa redação especialmente ruim, e não consigo pensar em um melhor.</p>
<p>Minha casa está passando por algumas reformas, e todos os meus livros com temas de redação desapareceram na bagunça&#8230; :(<br />
Enquanto não os encontro, uso temas de internet. Triste, mas é a vida.</p></blockquote>
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		<title>Caminhos indefinidos.</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Apr 2010 00:31:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argumentativa]]></category>
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		<description><![CDATA[Tema: Entre o &#8220;ter&#8221; e o &#8220;ser&#8221;. UNESP 2010.
Hoje, procura-se a fórmula mágica para tudo: como cuidar bem dos filhos, como ser bem-sucedido financeiramente, como ter amigos, como conquistar um amor, como ser feliz. Os livros de auto-ajuda proliferam, e seus autores por vezes se tornam celebridades. É confortador acreditar que tudo o que basta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Tema: Entre o &#8220;ter&#8221; e o &#8220;ser&#8221;. UNESP 2010.</em></p>
<p>Hoje, procura-se a fórmula mágica para tudo: como cuidar bem dos filhos, como ser bem-sucedido financeiramente, como ter amigos, como conquistar um amor, como ser feliz. Os livros de auto-ajuda proliferam, e seus autores por vezes se tornam celebridades. É confortador acreditar que tudo o que basta para que consigamos tudo o que pudermos imaginar é seguir alguns passos pré-determinados,e que esses passos sejam conhecidos por tantas pessoas dispostas a revelá-los para o mundo por um valor não muito alto.</p>
<p>Ao mesmo tempo em que a propaganda alcança lucros altíssimos para nos convencer de que tudo o que precisamos na vida é dinheiro, a crença de que este, sozinho, é o segredo para a felicidade também tornou-se muito combatida. &#8220;Dinheiro não traz felicidade&#8221; hoje é uma frase clichê, algo que todos ouvem e repetem, ainda que não acreditem completamente; e afirmar o contrário sem rodeios é por vezes considerado como uma atitude politicamente incorreta e fútil. Talvez se trate da busca incosciente das sociedades pelo equilíbrio: não é correto valorizar demais nenhum dos lados. O fato é que o tempo passa, guias que afirmam conter as respostas para todos os tipos de problema são publicados, cada vez mais produtos (desnecessários ou não) são criados, e a maior parte da humanidade continua a não se considerar plenamente feliz.</p>
<p>Se não é o dinheiro que traz a felicidade verdadeira, a resposta estará no auto-conhecimento, no desapego das coisas materiais, nas boas relações pessoais, na fé, na vida simples? Esse questionamento parece acompanhar o homem desde o começo dos tempos. Eça de Queirós, no romance A Cidade e as Serras, mostra que seu protagonista, Jacinto, só encontra a real felicidade ao abandonar a vida abastada que tinha na cidade grande para viver em meio à paz do campo. É uma maneira idílica de se resolver a questão: a resposta é a simplicidade. Mas, se um objetivo tão precioso quanto a felicidade fosse tão simples de ser alcançado, os serres humanos seriam muito menos complexos. Provavelmente há aqueles que jamais trocariam uma rotina atribulada em um grande centro urbano e seus bens supérfluos por dias sossegados próximos à natureza.</p>
<p>A triste realidade é que não há uma fórmula universal que dê o caminho a ser trilhado: assim, a resposta definitiva não está no &#8220;ser&#8221; nem no &#8220;ter&#8221;. Os humanos possuem semelhanças entre si, mas também possuem particularidades, e o que agrada a uma pessoa, pode não agradar à outra. Talvez existam aqueles que se sintam plenamente realizados apenas com o sucesso profissional, com o conforto material ou com a paz interior; provavelmente existem mais pessoas que procuram atingir uma combinação correta de fatores para se satisfazerem. É preciso encarar que a resposta para a realização pessoal é única para cada um daqueles que a buscam, e intransferível .</p>
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